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FÁBIO
JR. CELEBRA SUA RELAÇÃO DE AMOR COM AS FÃS EM DVD
E CD DUPLO AO VIVO
Os
versos da música “O Amor” abrem o DVD e o CD duplo
ao vivo que Fábio Jr. lança em outubro, pela gravadora
BMG Brasil. O cantor e compositor não poderia ter escolhido prefixo
mais adequado para apresentar este novo trabalho. O projeto “Fábio
Jr. ao Vivo” celebra, acima de tudo, a relação de
amor que Fábio mantém com suas fãs desde que começou
sua carreira musical, em meados dos anos 70. Fábio, hoje, é
um dos poucos artistas no Brasil que têm o apoio incondicional
de seu público. O cantor nem precisa de um hit estourado nas
rádios ou numa novela para vender discos ou lotar uma casa de
espetáculos. Quem já foi a um show do artista sabe a comunhão
que se realiza entre palco e platéia: as fãs de Fábio
esgotam rapidamente os ingressos, cantam todas as músicas, e
choram de emoção ao ver o astro em cena. É esta
rara comunhão entre fãs e ídolo que está
eternizada no DVD e no CD ao vivo “Fábio Jr. ao Vivo”.
Vigésimo-primeiro
trabalho do artista, “Fábio Jr. ao Vivo” é
a versão de palco do retrospecto de sua carreira feito pelo cantor
em seu CD anterior, “Acústico”. Fábio Jr.
armou um mega-espetáculo, recrutou o maestro e arranjador Jota
Rezende e subiu ao palco da casa paulista Olympia em 11, 12 e 13 de
abril deste ano para fazer, em concorrida temporada, uma revisão
caprichada de sua obra. As imagens do show estão todas no DVD,
que abre com Fábio ainda nos corredores que dão acesso
ao palco da casa. A partir de sua entrada em cena, é um sucessão
de hits cantados com a maturidade de quem já contabiliza 30 anos
de carreira, e com um carisma único no cenário musical
brasileiro. O DVD reúne 20 músicas, traz a participação
da Orquestra de Câmara de Tatuí (SP) e eterniza no formato
digital - com imagens de rara beleza plástica - o show dirigido
por Fábio Jr. e Franco Scornavacca (a direção do
vídeo é de José Paulo Vallone). O disco duplo reúne
27 músicas (contando com o prefixo “O Amor) e alia músicas
recentes a um repertório de sucessos - “Enrosca”,
“Eu me Rendo”, “Seu Melhor Amigo”, “Vinte
e Poucos Anos” e “O Que É que Há”, entre
outros hits que permanecem na memória popular, a despeito de
terem sido lançados no início dos anos 80. Uma das novidades
é “Minha Outra Metade”, canção de autoria
de César Lemos e Fábio Jr. que foi lançada por
Fábio no disco “Acústico” e que reaparece
numa versão ao vivo ainda mais sedutora. A música já
é sucesso nas rádios. Entre tantos hits, como “Caça
e Caçador”, há ainda “Beijo na Boca”,
de autoria do próprio Fábio.
DVD
(o primeiro de Fábio) e CD ao vivo captam o clima de intimidade
que rege os shows do artista. O artista abre seu coração
no palco, não somente quando canta músicas como “Alma
Gêmea” e “Pai” (um momento sempre especial e
emocionante em seus shows) como também quando conversa com as
fãs. É assim, por exemplo, quando Fábio senta,
pega o violão e fala de seus casamentos antes de cantar “Volta”,
um clássico do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues
- de quem Fábio sempre foi fã (ele já gravou outras
músicas do consagrado autor, como “Esses Moços”
e “Nervos de Aço”). “Cada relacionamento que
eu tive serviu para cumprir minha trajetória... É a eterna
busca do sonho e da realização de ser feliz”, (se)
expõe o cantor. “Volta” é um número
surpreendente no roteiro do show e conta com o auxílio luxuoso
do violoncelo de Gustavo Pinto Lessa, em arranjo requintado de Elias
Almeida.
Requinte, aliás,
é a tônica deste projeto ao vivo de Fábio Jr. Seus
sucessos ganham novas nuances, como a levada funkeada de “Eu me
Rendo”, por exemplo. Ou o arranjo de metais de “Moro no
Fim da Rua”, parceria de Luiz Wagner (lenda da música black
brasileira) com Tom Gomes. Outro destaque é o set de acento ruralista.
Fábio emenda as toadas “Volta ao Começo” e
“Rio e Canoa”, esta de sua autoria. A vertente espiritualista
da obra do cantor – acentuada nos discos lançados a partir
dos anos 90 – está representada por “Chico Xavier”
(singela reverência ao saudoso médium que propagou com
humildade a doutrina espírita kardecista) e por “Ilumina”,
que fecha o show em alto astral.
Luz própria,
a propósito, nunca faltou a Fábio Jr. Com seu jeito de
menino carente, aliado ao seu inegável sex appeal, o cantor sabe
exatamente aonde pisa quando entra no palco. Com o registro audiovisual
do DVD, fica mais fácil entender o caráter sedutor do
artista. Fábio é verdadeiro em cena. Não faz truques,
canta somente o que acredita e mostra sincero carinho por seu público.
A estrutura de seus shows é grandiosa – como convém
a um astro que canta sempre para numerosas platéias, em cidades
grandes ou pequenas – mas Fábio consegue imprimir a essa
grandiosidade um aconchegante clima de intimidade. É como se
ele cantasse somente e especialmente para cada uma de suas fãs,
e os olhares delas (captados no DVD entre um número e outro)
testemunham sua adoração pelo cantor. Quem já passou
pela experiência de ver e ouvir Fábio Jr. em cena já
sabe que a química é forte. Quem nunca viu, talvez por
mera falta de oportunidade, tem agora no DVD a possibilidade de sentir
Fábio Jr. por inteiro, devotado ao seu amor pela música
e pelo seu público. Alguém vai resistir?
O
RETRATO DE GONZAGÃO EM DVD DANADO DE BOM
Luiz
Gonzaga mostra como se dança e canta o baião neste DVD
histórico, que traz o registro do show de despedida do artista,
gravado em maio de 1984 para a Rede Globo de televisão. O velho
Lua canta seus maiores sucessos na companhia de astros como Elba Ramalho,
Fagner, Sivuca, Dominguinhos e o filho Gonzaguinha. O áudio do
show foi restaurado e as imagens são valiosas por documentar
para a posteridade a alegria das apresentações de Gonzagão.
Além do show propriamente dito, o DVD traz saborosos extras que
eternizam momentos importantes na vida do artista. Há imagens
da emocionada volta do cantor à sua terra natal (EXU - PE) e
do reencontro com o filho Gonzaguinha, com quem Luiz se reconciliou
nos anos 80. Juntos, pai e filho cantam músicas como A Vida do
Viajante. Entre as raridades, há takes de Gonzagão em
1953, na extinta TV Tupi, e um número operístico gravado
com o Coral Gama Filho.
Além
de cantar, Gonzagão conta sua história na visita a Exu,
recorda do pai (o velho sanfoneiro Januário) e exalta as belezas
do sertão nordestino. Neste DVD da BMG Brasil, gravadora que
detém a obra do artista em seu acervo, as imagens pintam nítido
retrato do Rei do Baião, um dos nomes mais importantes da música
brasileira. Enfim, aqui está um documento importante que preserva
o legado de um artista único e imortal que soube traduzir na
sua música e na sua voz todo o sentimento e anseios do povo da
Nação nordestina.
SIOUXSIE
AND THE BANSHEES - SEVEN YEAR ITCH
Os
ingleses Siouxsie and the Banshees estão entre os filhos mais
antigos e bem-sucedidos da cena punk de Londres. AO longo de duas décadas
de carreira, a banda saiu do estado punk mais puro para uma música
estilosa e sofisticada, que andou até freqüentando a lista
das 40 músicas mais tocadas na Inglaterra. Passando por numerosas
mudanças na formação e no estilo, o grupo sempre
se manteve sob a batuta da cantora Siouxsie Sioux, nascida Susan Dallion
em 27 de maio de 1958. A formação inicial da banda veio
de um grupo chamado Bromley Contingent, uma turma de fanáticos
por Sex Pistols. Inspirada pelo crescimento do movimento punk, Susan
adotou o nome Sioxsie e formou os Banshees em setembro de 1976. Além
do baixista Steve Severin e do guitarrista Marco Perroni, a banda tinha
o baterista John Simon Ritchie, que adotou o apelido de Sid Vicious.
Eles estrearam no lendário Festival Punk do 100 Club, de Londres,
onde o show consistia em uma versão maluca de “The lord’s
prayer, que durava 15 minutos.
Pouco depois,
Vicious entrou nos Sex Pistols, enquanto Perroni foi para o Adam and
the ants. A dupla original, De Siouxsie e Severin, ao lado do guitarrista
John McKay e do baterista Kenny Morris, chegou à lista das 10
mais tocadas com sua canção de estréia, “Hong
Kong Garden”, pouco antes de colocar na rua o pessimista e dissonante
disco de estréia, “The Scream”. Com dois dias de
turnê do disco seguinte, “Join hands”, McKay e Morris
deixaram a banda de repente, sendo substituídos por Robert Smith,
do Cure (que abria os shows) e pelo baterista Budgie, ex-Slits e Big
in Japan. Smith continuou com o Cure, mas Budgie tornou-se membro permanente
dos Banshees.
Com o guitarrista
John McGeoch (ex-Magazine) a bordo, a banda voltou ao estúdio
para lançar “Kaleidoscope”, de 1980, um disco mais
sutil e melódico do que os anteriores. O disco trazia o sucesso
“Happy house”, o que o levou ao Top 5. Um ano depois foi
a vez do psicodélico “Juju”, além da coleção
de singles “Once upon a time”. Siouxsie e Budgie então
formaram o projeto paralelo The Creatures. Depois do disco experimental
“A kiss in the dreamhouse”, de 1982, McGeoch adoeceu, o
que trouxe Smith de volta à banda, temporariamente, para a turnê.
Dois shows no badalado Royal Albert Hall, de Londres, foram gravados
e lançados como “Nocturne”. Ainda em 1983, Smith
e Severin se uniram no projeto The Glove, que lançou um único
disco, “Blue Sunshine”. Depois de recuperar-se, McGeoch
optou por não retornar ao grupo, o que fez os Banshees recrutarem
John Carruthers, ex-Clock DVA. Robert Smith ainda gravou o soturno “Hyaena”,
de 1984. “Tindernox”, de 1986, levou Siouxsie and the Banshees
finalmente ao Top 100 americano, muito por causa do single “Cities
in dust”. Depois de “Through the looking glass”, coleção
de regravações de 1987, foi a vez de Carruthers pedir
o boné, sendo substituído por Jon Klein e pelo tecladista
Martin McCarrick, que gravaram “Peep show”, de 1988, disco
com inspiração eletrônica que deu à banda
seu primeiro single de sucesso nos EUA, “Peek-a-boo”.
Em
1991, ano em que Siouxsie casou-se com Budgie, a banda tocou na primeira
turnê Lollapalooza, tendo nas mãos “Superstition”,
seu disco de maior sucesso, que tinha o sucesso “Kiss them for
me”. Outra coleção de singles foi lançada,
“Twice upon a time”, em 1992, antes de o grupo tirar longas
férias. O retorno aconteceu em 1995, com o estiloso “The
rapture”. Um ano depois, a volta de seus antigos ídolos,
os Sex Pistols, levou-os a acabar com a banda. Siouxsie e Budgie assumiram
os Creatures como seu principal projeto, e Severin compôs a trilha
sonora do filme “Visions of Ecstasy”.
Depois
de “The Rapture”, poucos esperavam um retorno de Sixousie
and the Banshees. A cantora e Budgie pareciam satisfeitos nos Creatures,
assim como Severin em seu mundinho de música ambient e poesia
erótica. Tudo relacionado aos Banshees parecia trancado em algum
baú quando se anunciou que a espinha dorsal do grupo, formada
pelos três, tinha shows marcados pelos EUA e Inglaterra. A resposta
foi de prazer e curiosidade: o que fariam eles? Seria esse mais um caça-níqueis
em cima do revival punk, como a reunião dos Pistols? Pelo contrário.Como
as datas não eram muitas e as casas não eram muito grandes,
os shows pareceram íntimos, com um repertório de sonho
para os fãs, registrado em Londres neste SEVEN YEAR ITCH.
Com canções
de discos antigos como “Kaleidoscope”, “The scream”
e “Join hands”, a banda não só se manteve
respeitável como também deu aos fãs que não
puderam ir aos shows uma coleção lógica e de bom
gosto. Este CD e DVD são feitos para os fãs de verdade,
que há décadas dão seu apoio à banda, que
entendem sua magia e seu gosto pela contramão do sucesso fácil
e dos modismos. Um disco ao vivo precioso, SEVEN YEAR ITCH satisfaz
os fãs por trazer uma grande banda que, reunida, optou pela classe
e não pela mediocridade.
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